Juventudes, smartphone e Facebook: experiências de sociabilidade e hiperconectividade

O artigo desta semana foi apresentado no  IX Simpósio Nacional ABCiber em 2016.

Um parte do artigo:

O presente estudo tem como tema as representações e interações que envolvem as experiências de consumo do smartphone na juventude líquida[1] contemporânea. Observa-se que as experiências de consumo estão cada vez mais interligadas às reconfigurações de sociabilidade e conectividade potencializadas pelas tecnologias digitais e pelas redes interativas de comunicação e informação.

O crescente número de consumidores de smartphones e redes digitais cada vez mais intensificam os traços de uma cultura de consumo imbricada nas experiências, na cultura das materialidades, nos princípios de sedução e do instantâneo, que impactam nas práticas socioculturais da sociedade contemporânea.

De certa forma, o smartphone é um objeto que permeia de maneira significativa a vida contemporânea, tanto pelas inovações tecnológicas e múltiplas formas de apropriação quanto pela prática de sociabilidade de grande valor simbólico para a inclusão digital e conectividade da juventude líquida contemporânea.

Conforme The Economist (2015) estima-se que em 2020, 80% da população adulta do mundo irá possuir um smartphone conectado. “Assim como ocorreu com o livro, o relógio e o motor de combustão interna, o smartphone está mudando a maneira como as pessoas se relacionam entre si e com o mundo à sua volta”, (THE ECONOMIST, 2015, online – tradução nossa[2]).

Assim, este estudo apresenta como objetivo analisar as práticas culturais e sociais relacionadas às atualizações no consumo do “Facebook[3]” que reconfiguram e potencializam o uso dos smartphones. A fim de responder a questão: como as práticas culturais e sociais de consumo do “Facebook” estão interligadas ao processo de sociabilidade e hiperconectividade na juventude líquida contemporânea? 


[1] Schmidt (2007), tendo como base Bauman (2001), caracteriza a “juventude líquida” como “um grupo que, para  afirmar-se  como  tal,  precisou,  em  determinados  momentos históricos,  romper,  ou  talvez  fosse  melhor  dizer,  dissolver,  derreter  certos “sólidos”. Nesse  processo  de  dissolução,  a  juventude  acabou  por  constituir-se como “rebelde”, “irreverente”, “obstinada”, “inconformada”. Com  isso, acabou criando novos “sólidos” para si. E são eles que, contemporaneamente, vão sendo despejados  no  cadinho  para  serem  novamente  reformados,  reformulados  e refeitos”.

[2] Like the book, the clock and the internal combustion engine before it, the smartphone is changing the way people relate to each other and the world around them.

[3] Facebook é um site e serviço de rede social que foi lançado em 4 de fevereiro de 2004, no qual as pessoas podem criar um perfil, adicionar outros usuários como amigos e trocar mensagens, incluindo notificações automáticas. https://pt-br.facebook.com.

Artigo completo em:

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