Lo infraordinario

Alguma vez você já parou para analisar os detalhes de sua vizinhança? As ruas, as casas, os prédios, as lojas que existem por perto, as personalidades do bairro que estão sempre passando na rua… existe muita vida ao teu redor. É importante olhar o entorno para captar o espírito do lugar: perceber as pessoas, seus comportamentos e os estilos que circulam na cidade.

É preciso contemplar e interrogar objetos, gestos, locais que geralmente são ignorados na vida cotidiana, sempre tão apressada, conforme Perec (2008, p. 24)

“É preciso interrogar o tijolo, o concreto, o copo, nossos comportamentos à mesa, nossos utensílios, nossas ferramentas, nossas agendas, nossos ritmos. Interrogar o que pareceria que havíamos deixado de nos surpreender. Vivemos e respiramos, e também caminhamos, abrimos portas, descemos escadas, sentamos à mesa para comer, deitamos em uma cama para dormir. Como? Onde? Quando? Por quê? Descreva a sua rua. Descreva uma outra. Compare. […] Pouco me importa que estas perguntas sejam fragmentadas, apenas indicativas de um método, quando muito de um projeto. O que me importa é que elas pareçam triviais e insignificantes: é precisamente o que as torna essenciais […]”[1]

A dica para o final de semana é a leitura de “Lo infraordinario” de George Perec.

Leia o primeiro capítulo em http://impedimenta.es/media/blogs/libros/capitulosPDF/9788493655051.pdf


[1] Tradução da autora. Perec, George. Lo infraordinario. Impedimenta: Madrid, 2008.

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