As lojas do futuro passam obrigatoriamente pelas lojas de conveniência

 Durante a crise gerada pela pandemia alguns segmentos do varejo apresentaram um fôlego surpreendente e tiveram crescimento num ano tão adverso. Segundo a Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS), este ano as vendas deverão ter crescimento real, descontando a inflação, de 3,9%. Já as farmácias faturaram 7,74% a mais neste 1º semestre, em comparação com o mesmo período de 2019, segundo a Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma). Grande parte destes números tiveram forte participação das vendas online.

Existe porém um segmento que praticamente depende exclusivamente das lojas físicas e que mesmo assim teve um aumento de vendas considerável neste período – de 11,6%, segundo levantamento realizado pela consultoria britânica Ascential Retail: as Lojas de Conveniência. Trata-se de um fenômeno mundial. Em países como a Rússia, o crescimento foi de incríveis 20,33%. Neste sentido, as vendas em lojas de conveniência no mundo em 2020 deverão registrar o 3º maior crescimento entre as categorias do varejo – de 7,4%, só perdendo para as vendas por e-commerce e para as lojas de descontos.

A valorização das lojas de conveniência é uma tendência impulsionada pelos novos hábitos de consumo pós-pandemia. As pessoas em reclusão social estão cozinhando mais em casa, preferindo consumir em lojas de bairro, próximas de onde moram ou trabalham e consumindo de forma mais fragmentada, sem fazer grandes estoques. A busca é total por conveniência.

Aqui no Brasil, as lojas de conveniência estão muito associadas à postos de combustíveis sendo que as maiores empresas do setor pertencem a empresas petrolíferas. Redes como AM/PM, BRMania e Select dominam o setor. Porém grandes varejistas têm aumentado cada vez mais o número de lojas, acirrando a concorrência. Redes como Minuto Pão de Açúcar, Hirota Food Express e Americanas Express cada vez mais se fazem presente nas cidades brasileiras.  No ano passado um gigante latino-americano anunciou sua entrada em nosso mercado. Com 18 mil lojas no México, Chile, Colômbia e Peru, a marca Oxxo formou uma joint-venture com a mexicana Femsa e a brasileira Raízen Combustível e prepara a abertura de suas primeiras lojas por aqui, fora de postos.

Cientes do potencial deste mercado, os players deste setor têm investido como nunca em inovação e incorporando novas tecnologias. Justamente são deste segmento os lançamentos de alguns dos modelos de lojas mais disruptivos. Os exemplos mais emblemáticos são os da Amazon Go, da gigante Amazon e da chinesa BingoBox que foram pioneiras ao lançarem lojas autônomas em grande escala (aqui no Brasil, algumas empresas também já operam modelos de lojas sem atendentes nem caixas, incluindo nós). Recentemente a gigante francesa Carrefour e as japonesas Lawson e 7-Eleven anunciaram que estão atualmente testando conceitos autônomos.

Pelo mundo, diversas outras redes têm anunciado novidades tecnológicas. Em Nova York, a rede The Drug Store, montou lojas onde os clientes podem levar sua bebida favorita em uma geladeira, dizer à empresa o que pegaram via mensagem de texto e vão embora; o pagamento é debitado diretamente na conta. Ainda nos Estados Unidos, a rede 7Eleven adicionou em seu aplicativo de entregas, a opção de fazer pedidos e pagamentos por voz através dos dispositivos Google Home e Amazon Echo Alexa. Os clientes podem escolher diversos produtos que serão entregues em até 30 minutos. Já a Tesco abriu em Londres uma loja de conveniência com a bandeira Tesco Express que não aceita dinheiro físico de forma alguma, porém os clientes têm à disposição uma vasta variedade de meios de pagamentos para realizarem em self checkouts. Ainda na Inglaterra, a rede Co-Op UK lançou um serviço de entregas apenas com mini carros-robôs autônomos elétricos. Zero-emissão de carbono!

Pelas suas características, as lojas de conveniência ganham relevância ainda maior neste novo momento do consumidor. Compras rápidas através de autoatendimento, cashless, com uma variedade de produtos sob medida e exclusiva para a realidade local. Tudo isto com apoio de tecnologia de ponta e acessível associada com opções de entregas via delivery através de aplicativos amigáveis.

É a tecnologia trabalhando a favor da nossa comodidade, eficiência e segurança. Não tem volta!

de Marcos Hirai19 de agosto de 2020 – https://mercadoeconsumo.com.br/2020/08/19/as-lojas-do-futuro-passam-obrigatoriamente-pelas-lojas-de-conveniencia

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