Se pudesse ter apenas um app no smartphone, 48% dos brasileiros teriam o Whatsapp, afirma pesquisa

04 de Julho de 2016 14h –

whats

Os comportamentos que os brasileiros têm nas telas dos seus smartphones revelam muito sobre seus hábitos de consumo, suas preferências e comportamento. É por isso que a Opinion Box, em parceria com o portal Mobile Time, tornaram públicos os resultados da pesquisa “Panorama Mobile Time/Opinion Box – Uso de apps no Brasil”.

Foram realizadas 1.958 entrevistas online com pessoas que acessam a internet e possuem smartphone. Para iniciar a pesquisa, os entrevistados foram convidados a mencionar qual o sistema operacional utilizado. Assim, descobriu-se que 82,6% são usuários de Android, 9,2% usam iOS, 6,4% têm Windows Phone, 1% não soube dizer e 0,8% usa outros. Além disso, 98% dos participantes da pesquisa afirmaram ter baixado algum aplicativo no próprio smartphone, 17,6% já compraram um aplicativo e 44,1% disseram já ter feito compras de bens virtuais dentro de um app.

Os apps na home dos smartphones dos brasileiros estão ficando mais variados. Entre os cinco primeiros da lista (Whatsapp, Facebook, Instagram, Facebook Messenger e YouTube), percebe-se que já havia acontecido uma queda no levantamento anterior, feito em novembro de 2015, em comparação com o de maio de 2015, à exceção do WhatsApp. “Entendemos que houve uma certa maturidade do mercado brasileiro de apps móveis. Conforme os usuários aprendem a manusear e a utilizar o smartphone, vão conhecendo novos apps e mudando suas preferências, o que provoca a troca dos ícones que mantém em sua home”, explica Felipe Schepers, COO do Opinion Box.

Meu app favorito

O estudo também indica que o WhatsApp continua sendo o aplicativo que o brasileiro considera mais essencial. Se pudessem ter apenas um app instalado em seus aparelhos, 48% dos entrevistados disseram que seria o WhatsApp. O Facebook mantém a segunda posição, em proporção muito menor, citado por 9,6% dos internautas brasileiros. Todos os demais registraram menos de 2% das citações, dentro da margem de erro da pesquisa.

“A principal novidade no ranking dos 10 apps favoritos dos brasileiros foi a entrada do Snapchat na 10ª posição, citado por 0,8% dos entrevistados como o aplicativo que manteriam no smartphone se só pudessem ter um. A preferência pelo Snapchat predomina entre os mais jovens, que estão se tornando usuários fieis da rede sociais: na faixa etária entre 18 e 29 anos, o app aparece na 6ª posição desse ranking, citado por 1,6% dos entrevistados. No grupo entre 30 e 49 anos, é apontado como favorito por apenas 0,4%, e nem aparece na lista de preferidos entre aqueles com mais de 50 anos”, conta Schepers.

Compra de apps

Além disso, os entrevistados foram questionados quanto ao último aplicativo comprado pelo smartphone. De acordo com o executivo, o problema é que muitos não se lembravam do nome. Ainda assim, 6,2% disseram que não sabiam, 6,2% responderam de forma genérica que havia sido um “jogo”, sem citar o nome. Nenhum título registrou proporção superior a 2,5%, o que indica uma grande pulverização do universo de apps pagos.

“É interessante notar a variedade das categorias dos apps pagos mais mencionados. Há desde aplicativos de edição de imagens até players de música, passando por uma calculadora de matemática financeira, um launcher e um app de karaokê. O campeão foi o Facetune, aplicativo voltado para a edição de fotos de rosto. O mais caro da lista é o app da calculadora HP 12c, vendido por R$ 47,75. Os entrevistados citaram também apps de modelo freemium, como Spotify e o Sing! Karaokê”, diz Schepers. Vale lembrar que o campo de resposta era aberto, para a coleta de respostas espontâneas.

Games

A pesquisa também quis saber sobre os aplicativos de jogos. 66,5% dos entrevistados declaram que costumam jogar games móveis. A prática é mais comum entre as mulheres (69,5%) do que entre os homens (63,6%). Além disso, a proporção de jogadores é maior entre os mais jovens: 72,8% na faixa entre 18 e 29 anos; 67,2%, entre 30 e 39 anos; e 47,1%, entre aqueles com mais de 50 anos. Um fato chamou a atenção nessa categoria. Tradicionalmente, os games têm vida útil curta. Porém, o Candy Crush se destaca como exceção. Há quatro anos no mercado brasileiro, o jogo é o mais utilizado pelos brasileiros em seus smartphones: 15% dos entrevistados que costumam jogar no celular apontam o Candy Crush como o game que mais acessam. O segundo lugar é ocupado pelo Farm Heroes, citado por apenas 3,1% dos jogadores móveis.

Entretenimento

No quesito entretenimento, 18,8% dos internautas brasileiros com smartphone afirmaram que assinam algum serviço com pagamento de mensalidade, cujo conteúdo é acessado predominantemente através do dispositivo móvel. Nos últimos seis meses, chama a atenção o crescimento do Netflix e do Spotify, respectivamente, serviços de vídeo e música sob demanda. O Netflix é assinado agora por 59,8% das pessoas que declaram ter um serviço de entretenimento móvel pago. Na pesquisa anterior eram 45,1%. O Spotify, por sua vez, passou de 10,5% para 20,8%, podendo ser considerado como principal player no segmento de streaming de música no Brasil. Dois concorrentes diretos, Deezer e Play Music, também cresceram em seis meses, o que indica um aumento do interesse do consumidor brasileiro por esse tipo de serviço, o que deve gerar uma redução no consumo de download de música.

Entre os canais de TV por assinatura, o Telecine Play já não é mais o único app presente entre os mais citados. O recém-lançado EI Plus, do Esporte Interativo, que transmite ao vivo os jogos de vários campeonatos de futebol nacionais e internacionais, como a Liga dos Campeões, é seu novo companheiro. “A grande surpresa foi a aparição do WhatsApp em quinto lugar, citado por 2,5% dos entrevistados como sendo um serviço de entretenimento pago. A possível explicação estaria na criação de grupos de WhatsApp com temas específicos, que cobram para aceitar participantes”, informa o executivo.

 

Back-up e antivírus

Vem aumentando gradativamente o número de pessoas que declararam usar um serviço de back-up automático na nuvem para fotos, vídeos e contatos armazenados no celular. Há um ano, os usuários eram 39,1% dos entrevistados. Subiu para 42% em novembro de 2015. Agora, chega a 44,4%.

No caso dos antivírus, cerca de metade dos internautas brasileiros com smartphone têm um instalado em seu aparelho. A proporção se manteve relativamente estável ao longo de um ano. Era de 54% em maio do ano passado, passou para 51% em novembro de 2015 e agora é de 51,4%. A ordem no ranking dos antivírus móveis mais utilizados sofreu apenas duas alterações: o reaparecimento do Norton, na sétima posição, e a entrada do Du Antivírus, app de segurança da Baidu, na oitava colocação. A Avast continua na liderança, mas vem perdendo share a cada edição da pesquisa. A empresa detinha 47,7% em maio de 2015, caiu para 39,1% em novembro de 2015 e agora tem 36,8%. A brasileira PSafe Total manteve o terceiro lugar, mas vem crescendo e está quase roubando a segunda posição da AVG.

 

Hábito de compra

O hábito de comprar um aplicativo móvel para o smartphone é mais comum entre homens do que entre mulheres internautas: 22% dos homens disseram já ter pago por um aplicativo alguma vez, contra apenas 13,2% das mulheres. Já no caso das compras “in-app”, ou seja, compras de bens virtuais dentro de aplicativos móveis, 46,2% dos homens disseram já ter efetuado compras inapp, contra 43,8% das mulheres. Quando o assunto é assinatura de serviços de entretenimento pelo smartphone, como plataformas de vídeo sob demanda ou streaming de música, novamente se nota uma propensão maior entre homens: 21,4% declaram que assinam algum serviço do gênero, contra 16,3% das mulheres. Por outro lado, o hábito de jogar games no celular é mais comum entre mulheres (69,5%) do que entre homens (63,6%), assim como a instalação de antivírus no dispositivo móvel: mulheres (54,2%) e homens (48,7%). O uso de back-up automático de conteúdo do celular para a nuvem é ligeiramente mais comum entre os homens (46,5%) do que entre as mulheres (42,4%).

Isso tudo significa que…

Na visão de Felipe Schepers, COO do Opinion Box, redes sociais, comunicadores instantâneos e mobile banking são as três principais categorias de apps na home do smartphone dos brasileiros. Porém, entendemos que o usuário está experimentando outros aplicativos e, provavelmente, trocando os ícones que figuram em sua primeira tela. “Definitivamente, o brasileiro não gosta de pagar pelo download de app. Mas os modelos freemium parecem ter dado certo no país, até porque permite que se experimente antes de pagar”, explica.

A margem de erro é de 2,2 pp e o nível de confiança é de 95%.

http://adnews.com.br/social-media/se-pudesse-ter-apenas-um-app-no-smartphone-48-dos-brasileiros-teriam-o-whatsapp-afirma-pesquisa.html

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